Um indicador de retorno das ações de mineradoras de metais preciosos da África do Sul projeta o maior salto mensal em pelo menos 20 anos, impulsionado pela recuperação dos preços do ouro e da platina. Este rali é um reflexo direto da melhoria do sentimento em relação às commodities, atraindo liquidez e fluxo de capital para o setor. Consequentemente, ativos como NEM, GOLD e AEM tendem a se valorizar, enquanto o GLD se beneficia da apreciação do ouro subjacente. Para o investidor brasileiro, o cenário indica uma possível desvalorização do BRL frente a um dólar mais fraco, que favoreceria ainda mais as commodities. Historicamente, rallys significativos em metais preciosos, como o observado entre 2008 e 2011, resultaram em ganhos expressivos para mineradoras. O próximo gatilho a monitorar é a sustentabilidade dos preços do ouro e da platina, bem como dados de inflação globais. No médio prazo, a continuidade da recuperação dos preços das commodities pode sinalizar um regime de inflação mais persistente, favorecendo o setor de mineração.
Nas próximas 4-8 semanas, se os preços do ouro e platina mantiverem o ímpeto de alta, as mineradoras sul-africanas e globais continuarão em rally, com GDX buscando a resistência de 40.00. Um corte de juros pelo Fed, com probabilidade de 75% em dezembro de 2026, ou dados de inflação acima do esperado, seriam gatilhos para acelerar esse movimento, podendo levar o ouro a testar $4700.
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