Os spreads das debêntures incentivadas voltaram para mais de 110 pontos-base acima das NTN-Bs, um dos níveis mais altos dos últimos anos. Mas essa abertura não parece refletir uma piora generalizada do crédito: parte do movimento veio do forte fechamento dos juros reais — que reduziu rapidamente a taxa das NTN-Bs — e parte de uma pressão vendedora relevante no mercado secundário. Isso cria uma combinação interessante. Os fundamentos das companhias seguem, no geral, preservados, sem contar a possível redução no nível de juros à frente e a melhora nas condições financeiras dos emissores. Nesse ambiente, existe espaço para que os spreads eventualmente voltem a fechar — e a Sparta é justamente uma gestora bastante ativa no secundário, com capacidade de girar a carteira e aproveitar muito bem essas distorções. E ainda há um desconto adicional: o JURO11 negocia perto de R$ 98,55, contra uma cota patrimonial de aproximadamente R$ 102,57. Ou seja, hoje o investidor consegue acessar uma carteira com spreads mais atrativos pagando cerca de 4% abaixo do valor dos ativos — uma assimetria que seguimos considerando interessante.
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