A Oppo, fabricante líder de smartphones da China, afirmou que pretende dobrar as vendas de seus aparelhos premium na Europa até 2027. O movimento ocorre em um cenário no qual a indústria global de celulares precisa priorizar produtos de alto padrão, uma vez que o volume total de vendas tem sido afetado pela escassez sem precedentes e pelos preços elevados de componentes. A quarta maior fabricante de smartphones do mundo revelou, na quarta-feira, sua mais recente linha premium, a série Find X10, durante um evento em Mallorca, na Espanha — um mercado-chave onde a empresa enxerga um forte potencial de crescimento. O Find X10 Pro Max, modelo mais avançado da linha, é equipado com o chip mais recente da MediaTek, o Dimensity 9600 Pro. O componente é fabricado com a tecnologia de processo de 2 nanômetros da Taiwan Semiconductor Manufacturing Co. (TSMC) — a mesma tecnologia utilizada nos modelos mais recentes da Apple, o iPhone 18 Pro e o iPhone Duo. Segundo a empresa, as vendas da linha Find na Europa quadruplicaram em 2026 em comparação ao ano anterior. Em alguns mercados, como o Reino Unido, a série Find já representa quase 50% do total de remessas da Oppo. Nos últimos dois anos, a participação dos smartphones premium no volume total de remessas dobrou. Ling Liu, diretora de marketing internacional da Oppo, declarou ao “Nikkei Asia” que a empresa vê a Europa como o mercado com maior potencial para o crescimento do segmento premium, estabelecendo a meta de dobrar as vendas de seus modelos de alto padrão na região no próximo ano. Na América Latina, os modelos topo de linha da Oppo apresentam um desempenho relativamente positivo, alcançando uma participação de mercado de quase 10% no segmento de aparelhos com preço a partir de US$ 600, enquanto sua participação geral na região é de cerca de 5,6%, segundo a consultoria norte-americana Omdia. A Oppo informou que ocupa a segunda posição no mercado geral de smartphones no Sudeste Asiático, liderando o ranking em alguns países, como Malásia e Tailândia — posições que a empresa pretende manter. A Omdia atribui à empresa uma participação de mercado de 15,4% na "Grande China", incluindo Hong Kong. "O aumento dos custos de memória e componentes está gerando pressão em todo o setor, tornando a escala, por si só, menos suficiente e elevando a importância da criação de valor, da diferenciação de produtos e do crescimento sustentável", afirmou Liu.
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