O analista geopolítico brasileiro Pepe Escobar, citado pela agência TASS, afirmou que o Irã não capitulará e mantém controle militar sobre a região, tornando a resolução do conflito inviável. Esta postura iraniana sustenta a percepção de risco elevado no Estreito de Ormuz, um ponto crítico para o transporte global de petróleo e gás. Historicamente, tensões similares no Oriente Médio, como o ataque à Aramco em 2019, resultaram em picos de curta duração nos preços do petróleo (+15-20% em dias). O monitoramento da retórica oficial iraniana e de qualquer movimentação militar adicional será crucial para as próximas semanas. No médio prazo, a persistência dessa tensão pode reconfigurar rotas de comércio e cadeias de suprimentos, favorecendo alternativas e aumentando custos logísticos.
Nas próximas 2-4 semanas, a expectativa é de manutenção do prêmio de risco no petróleo, com o Brent negociando na faixa de $105-110/barril, enquanto as companhias aéreas continuam sob pressão. O principal gatilho de aceleração para a alta do petróleo seria qualquer movimento militar que afete diretamente o Estreito de Ormuz. No médio prazo (2-3 meses), a persistência da tensão pode levar a uma reavaliação das cadeias de suprimentos globais e a um aumento estrutural nos custos de energia, favorecendo ainda mais investimentos em fontes alternativas e defesa.
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