A recente troca de ataques entre os Estados Unidos e o Irã durante o fim de semana provocou uma imediata escalada nos preços da energia. Este aumento nos custos energéticos elevou as expectativas de inflação, gerando, por sua vez, uma maior probabilidade de que os bancos centrais, como o Federal Reserve, implementem novas elevações nas taxas de juros. Como resultado direto dessa perspectiva de juros mais altos, o ouro, um ativo que não oferece rendimento, registrou uma queda em sua cotação, perdendo seu apelo como porto seguro. No contexto brasileiro, o aumento dos preços do petróleo beneficia empresas como PETR4, enquanto a expectativa de juros mais altos (Selic) prejudica setores como varejo (MGLU3) e construção civil (CYRE3), além de companhias aéreas (AZUL4) devido ao custo do combustível. Historicamente, conflitos que impactam o fornecimento de petróleo, como a Crise do Petróleo de 1973, resultaram em inflação e subsequentes aumentos de juros, impactando negativamente o ouro. Os próximos dados de inflação e as declarações de política monetária dos bancos centrais serão os principais gatilhos a serem monitorados nas próximas semanas, mantendo a volatilidade e o foco na gestão de risco.
Nas próximas 2-4 semanas, o mercado permanecerá altamente sensível a novas notícias geopolíticas no Oriente Médio e aos dados de inflação que serão divulgados. Se os preços da energia se mantiverem elevados, as expectativas de alta de juros (Fed e Selic) se consolidarão, mantendo a pressão sobre o ouro e ativos de risco. O Brent ($78.39 hoje) pode testar $85-90 em caso de escalada, enquanto o ouro ($4078.80 hoje) pode buscar suporte em $3950.
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