A regulamentação governamental permite agora que trabalhadores da iniciativa privada utilizem o saldo do FGTS e verbas de rescisão como garantia em empréstimos consignados. Este mecanismo econômico reduz drasticamente o risco de crédito para as instituições financeiras, incentivando-as a oferecer taxas de juros mais competitivas, possivelmente em torno de 1,99% ao mês. Consequentemente, ativos de grandes bancos com foco em crédito de varejo, como ITUB4, BBDC4 e BBAS3, devem ver um aumento no volume de empréstimos. Para o investidor brasileiro, a medida pode impulsionar o consumo e a atividade econômica, mas também gerar pressão sobre a rentabilidade dos bancos se a guerra por taxas for intensa. Um paralelo histórico é a regulamentação do consignado para aposentados em 2003, que resultou em expansão massiva do crédito e queda de juros. O gatilho a monitorar é a velocidade de implementação e a resposta dos bancos na oferta de novos produtos. No horizonte de médio prazo (6-12 meses), espera-se um crescimento robusto das carteiras de crédito consignado, com potencial para reconfigurar a competição no setor bancário.
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