Ibovespa despenca após reeleição presidencial; varejo e bancos sofrem

Nesta segunda-feira (26), o Ibovespa registrou uma queda de 13,88%, atingindo 176.608,23 pontos e perdendo 28.474,33 pontos na sessão, após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva. O resultado eleitoral, que contrariou as expectativas de investidores que haviam ampliado posições em ativos brasileiros, provocou a ativação do circuit breaker na B3 pela primeira vez desde março de 2020. O dólar comercial, por sua vez, disparou 8,21%, fechando a R$ 5,403. A reação também se estendeu aos juros futuros, indicando uma revisão das expectativas para a política fiscal e monetária. O Citi avalia que a pressão pode persistir, mas destaca ações específicas que merecem atenção. Entre as empresas, Magazine Luiza (MGLU3) despencou 58,23% e C&A (CEAB3) caiu 47,47%. No setor financeiro, B3 (B3SA3) recuou 36,28%, Banco do Brasil (BBAS3) perdeu 29,33%, Bradesco (BBDC4) caiu 21,70%, Itaú (ITUB4) teve baixa de 13,66% e Santander (SANB11) desvalorizou 4,47%. Petrobras (PETR4) registrou queda de 8,18%, com sua presidente classificando o movimento como especulativo. Em contraste, Suzano (SUZB3) disparou 10,08%, Embraer (EMBJ3) avançou 8,89% e Vale (VALE3) subiu 4,01%, impulsionadas pela valorização do dólar.

Análise

A definição do desfecho dependerá da capacidade do governo reeleito de sinalizar medidas fiscais concretas e um plano econômico claro. Acompanhar as primeiras declarações e anúncios da equipe econômica, especialmente em relação à sustentabilidade das contas públicas e ao crescimento das despesas obrigatórias, será crucial nos próximos dias. A reação do mercado nos próximos pregões após a intensa queda também indicará a absorção do choque inicial.

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