A agência de classificação de risco Fitch Ratings avaliou nesta segunda-feira (26/10/2026) que a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva eleva as incertezas fiscais no Brasil. Segundo a Fitch, isso pode dificultar uma estabilização duradoura da dívida pública em relação ao Produto Interno Bruto (PIB). A agência afirmou que não está claro se o presidente manterá, em seu quarto mandato, a agenda de maiores gastos sociais, financiados por receitas maiores. A Fitch ponderou que o perfil crescentemente independente e de centro-direita do Congresso Nacional pode ser um obstáculo ao avanço de medidas nessa linha. Na reta final da campanha, Lula adotou medidas para ampliar gastos sociais que podem entrar em conflito com a promessa de cumprir o arcabouço fiscal vigente. A Fitch prevê uma consolidação fiscal gradual, insuficiente para estabilizar a relação dívida/PIB, a menos que uma reação adversa do mercado force um ajuste mais acentuado. Em resposta à notícia, o Tesouro Prefixado 2032 registrou um rendimento de 15,78%, superando o salto de março de 2020, e a B3 acionou o mecanismo de circuit breaker pela primeira vez desde março de 2020.
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