A pesquisa eleitoral Quaest, divulgada após o fechamento da última quarta-feira (14), apontou um empate técnico entre Flávio Bolsonaro (PL), com 46% das intenções de voto, e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 44%. Esse cenário de indefinição política tende a elevar o prêmio de risco associado aos ativos brasileiros, impactando o fluxo de capital estrangeiro e a percepção de estabilidade regulatória. Simultaneamente, a divulgação da inflação ao produtor nos EUA adiciona pressão sobre as expectativas de juros do Federal Reserve, influenciando o valor do dólar globalmente e a liquidez nos mercados emergentes. Empresas estatais e setores domésticos brasileiros, como varejo e construção, são particularmente sensíveis à percepção de risco político e à direção da política econômica. O mercado financeiro global reavalia a trajetória da economia americana com base nos dados de inflação, o que repercute nas decisões de alocação de capital em todo o mundo. Historicamente, períodos de incerteza eleitoral no Brasil, como observado nas eleições de 2014 e 2018, foram marcados por volatilidade nos mercados locais. O desfecho da eleição presidencial e os próximos passos do Federal Reserve, especialmente após o relatório de empregos dos EUA de 6 de novembro e a inflação ao consumidor de 10 de novembro, serão cruciais para definir a direção dos mercados.
A decisão de juros do FOMC do Federal Reserve, agendada para 28 de outubro, será um dos próximos catalisadores para o mercado global. Adicionalmente, o relatório de emprego dos EUA (payroll) em 6 de novembro e o dado de inflação ao consumidor (CPI) em 10 de novembro fornecerão mais clareza sobre a trajetória da política monetária americana.
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