Movida orçou 2027 com juros altos e governo Lula reeleito, diz CEO

O conselho de administração da Movida (MOVI3) aprovou o orçamento de 2027 considerando a continuidade do atual governo e juros em patamar elevado, conforme declaração do CEO Gustavo Moscatelli à Exame. A informação foi divulgada um dia após a ação da locadora perder 58,49% em um pregão, em reação à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Moscatelli afirmou que a empresa se planejou para este cenário conservador, sem contar com uma redução da taxa de juros. Ele ressaltou que a mudança de humor do mercado entre o primeiro e segundo turno das eleições, que viu a MOVI3 subir 24,42% em 5 de outubro e atingir R$ 19,96 em 19 de outubro após revisões de bancos como Itaú BBA (que elevou o preço-alvo de R$ 15 para R$ 25) e Citi (que subiu o alvo de R$ 13,40 para R$ 22), não alterou a estratégia da companhia. Após a reeleição, a ação fechou a R$ 7,75 no dia 26, enquanto o Ibovespa registrou uma queda de 13,9%, a maior em seis anos, com a B3 acionando o circuit breaker. O BTG Pactual avalia que o juro real longo pode superar 8%, freando cortes da Selic.

Análise

A próxima reunião do Copom, com decisão da Selic em 4 de novembro, será um evento-chave para calibrar as expectativas do mercado e a precificação de ativos como a Movida.

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