A Oracle anunciou que irá adquirir uma fração da produção de uma usina nuclear já operando em Wisconsin, nos Estados Unidos, para abastecer seu futuro data center. Essa contratação reduz diretamente os gastos com combustível, estimados em cerca de US$ 300 milhões, que seriam repassados aos clientes das concessionárias estaduais. O mecanismo econômico consiste em substituir energia cara por energia nuclear de custo fixo, melhorando a margem de lucro da operação de nuvem. Beneficiados são a própria Oracle e seus acionistas, enquanto concorrentes de cloud que não possuem acesso a energia nuclear barata podem enfrentar custos superiores. O impacto chega ao investidor brasileiro por meio da exposição ao ticker ORCL negociado na NYSE, bem como pelos efeitos de competição nos setores de tecnologia e energia. A notícia não cita reações de outros agentes, mas o histórico de grandes provedores de nuvem mostra que custos de energia são fator relevante na escolha de localização de data centers. Um paralelo pode ser traçado com o compromisso de energia renovável da Google em 2019, que garantiu mais de 5 GW de capacidade limpa e reduziu seus custos operacionais. O desfecho dependerá da efetivação do contrato nuclear, da regulação estadual e da comprovação das economias nos relatórios financeiros da Oracle nos próximos trimestres.
A aprovação regulatória do contrato nuclear em Wisconsin e a comprovação das economias de US$ 300 mi nos relatórios de custos operacionais da Oracle nos próximos trimestres.
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