A Sinopec, maior refinaria global em capacidade, projeta uma queda de 8.9% na demanda de petróleo na China em 2026, o que representa uma redução média de 600 mil barris por dia (bpd) em relação ao ano anterior. Essa retração é atribuída à destruição da demanda por combustíveis fósseis devido aos altos preços do petróleo e à rápida aceleração da adoção de veículos elétricos (EVs) no mercado chinês, com a demanda por gasolina caindo 8.7%. Para o Brasil, a menor demanda chinesa pode desacelerar o crescimento global, afetando exportadores de commodities e pressionando o câmbio USDBRL, embora o IBOV possa ter setores específicos beneficiados. A visão da Sinopec pode influenciar a estratégia da OPEP+ e de outras grandes produtoras, levando a reavaliações de cotas de produção e investimentos. Um paralelo pode ser visto na crise financeira de 2008-2009, quando a demanda global por petróleo caiu cerca de 2.5% em um ano, com o WTI caindo de US$147 Dados futuros sobre vendas de EVs na China e relatórios de demanda da Agência Internacional de Energia (IEA) e da OPEP serão cruciais para confirmar ou ajustar essas projeções. No médio prazo, a tendência de eletrificação e eficiência energética na China sugere um teto para o consumo de petróleo, com implicações estruturais para o mercado global de energia.
Nas próximas 2-4 semanas, espera-se que os preços do Brent, atualmente testem a faixa de $95-98, com possível queda para $90-92 se a OPEP+ não reagir com cortes imediatos. O gatilho para uma aceleração da queda seria um relatório da IEA confirmando a projeção da Sinopec.
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