Refinarias dos EUA priorizam destilados; produção petroquímica sob pressão

Refinarias nos EUA estão priorizando a produção de destilados, como diesel e querosene de aviação, em detrimento dos aromáticos para petroquímicos. Essa mudança é impulsionada por prêmios substanciais de destilados sobre a gasolina, com spreads se aproximando dos níveis recordes observados em 2022. A escassez de oferta de destilados no mercado global, exacerbada por fatores geopolíticos e baixa capacidade de refino ociosa, eleva os preços e as margens de lucro para os produtores. Consequentemente, a demanda por aromáticos como subproduto de refino é sacrificada, impactando a cadeia de suprimentos petroquímica. Para o investidor brasileiro, o cenário implica em potencial valorização de ações de empresas de petróleo e refino com exposição a destilados, mas também em maior custo de insumos para setores dependentes de petroquímicos. Em 2022, o início da guerra entre Rússia e Ucrânia causou um choque de oferta de destilados na Europa, elevando os spreads de diesel para níveis recordes e impulsionando as margens das refinarias globais em mais de 25% naquele trimestre. O próximo gatilho a monitorar será a divulgação dos relatórios de estoques de destilados da EIA e os dados de demanda global, que podem sinalizar a sustentabilidade ou reversão desses spreads. No médio prazo, a persistência de spreads elevados pode incentivar investimentos em capacidade de refino, mas a transição energética e a cautela com novas construções podem manter a dinâmica de escassez por 12-18 meses.

Análise

Nas próximas 4-8 semanas, refinarias americanas e brasileiras devem reportar margens de refino robustas.

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