Ex-funcionário da OpenAI acusado de instalar dispositivo de gravação parece ter apoio saudita, dizem promotores dos EUA

Um ex-engenheiro da OpenAI acusado de instalar um dispositivo de gravação em uma sala de reuniões da diretoria da empresa de inteligência artificial parece ter recebido apoio considerável do governo saudita, afirmaram promotores dos Estados Unidos em um documento apresentado à Justiça. Os promotores federais alegam que o acusado, Abdulrahman Alfozan, de 35 anos, mantinha contato frequente com um integrante não identificado da família real saudita e que um membro das Forças Armadas do país pagou passagens aéreas só de ida para que a mulher e o filho de Alfozan retornassem à Arábia Saudita, segundo o documento judicial, divulgado na noite de domingo (18). Os promotores fizeram essas alegações ao pedir a um juiz federal que mantenha Alfozan preso nos Estados Unidos enquanto aguarda julgamento, sob o argumento de que há risco de fuga. Alfozan, de nacionalidade saudita, deve comparecer a um tribunal federal em São Francisco ainda nesta segunda-feira. O documento judicial aponta vínculos significativos entre o governo saudita e Alfozan. O caso colocou em evidência os desafios de segurança envolvendo pesquisas sensíveis sobre inteligência artificial, em meio à disputa acirrada entre empresas e governos por uma vantagem nessa tecnologia transformadora. O escritório de comunicação do governo saudita não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. Promotores dos Estados Unidos acusaram Alfozan na semana passada de usar um dispositivo eletrônico para interceptar comunicações orais. Segundo a denúncia criminal, Alfozan conectou um dispositivo de gravação à parte traseira de uma televisão em uma sala de reuniões da diretoria em um dos prédios da OpenAI em São Francisco. Unsplash

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