O encontro entre Min Aung Hlaing, de Myanmar, e Xi Jinping, da China, em Pequim na terça-feira passada, forneceu um endosso político crucial à junta militar. Este apoio chinês é interpretado como um sinal verde para o regime de Myanmar intensificar sua 'abordagem militar' na guerra civil contra as forças de resistência. A instabilidade resultante no Sudeste Asiático pode afetar cadeias de suprimentos de recursos naturais e rotas comerciais estratégicas da China, como gasodutos. O cenário sugere que a junta se sentirá mais à vontade para pressionar por seu retorno às cúpulas da ASEAN, dividindo o bloco. Investidores devem monitorar a reação de governos ocidentais, que provavelmente condenarão o apoio chinês e poderão impor novas sanções, embora o respaldo de Pequim mitigue parte desse impacto. Historicamente, o apoio de grandes potências a regimes controversos prolonga conflitos, como visto no apoio chinês ao Sudão nos anos 2000, resultando em anos de instabilidade e extração de recursos. O próximo gatilho será a resposta da ASEAN e a intensidade dos combates em Myanmar. No médio prazo, a guerra civil deve se prolongar, e a influência chinesa na região se fortalecerá.
Nas próximas 2-4 semanas, espera-se que a instabilidade em Myanmar aumente, com notícias de intensificação dos combates. Isso pode gerar um fluxo de saída de capital de mercados emergentes, pressionando o EWZ. As ações chinesas com exposição direta a Myanmar (PTR, CHL, 0939.HK) podem ver um suporte inicial devido ao endosso estatal. O gatilho para uma aceleração da aversão ao risco seria uma condenação unificada da ASEAN ou sanções ocidentais mais amplas.
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