Campanha de Lula pede prorrogação do horário de votação em 10 Estados

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acionou a Justiça Eleitoral para pedir a prorrogação do horário de votação em ao menos dez Estados por intercorrências no transporte público. São eles: Bahia, São Paulo, Piauí, Paraíba, Paraná, Pará, Alagoas, Pernambuco, Roraima e Rio de Janeiro. O partido já tinha denunciado a falta de ônibus na cidade de São Paulo, com a circulação de cerca de 60% da frota, apesar de uma decisão judicial determinar que 100% dos veículos estejam nas ruas, por conta da eleição. A candidatura pediu as prisões em flagrante do secretário de Mobilidade Urbana, Celso Jorge Caldeira, e do presidente da SPTrans, Victor Hugo Borges, empresa pública responsável pelo transporte na capital paulista. Em petição protocolada, a campanha pede que o horário de votação seja estendido até às 19h nos municípios atingidos. "O eleitor que depende do transporte público não chega, ou chega com grande atraso, à sua seção", argumenta. O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, será o responsável por analisar pedidos. "O exercício do sufrágio prevalece sobre o termo final quando o impedimento não é imputável ao eleitor. Multas e responsabilização penal posteriores não restituem o voto a quem foi impedido de exercê-lo; por isso, a prorrogação deve vir acompanhada de medidas imediatas que façam cessar o embaraço", complementa. Na petição, a campanha cita algumas irregularidades descritas. Em São Paulo, a petição denuncia a falta de ônibus na capital neste domingo (25), com a circulação de cerca de 60% da frota, apesar de uma decisão judicial determinar que 100% dos veículos estejam nas ruas, por conta da eleição. Em Alagoas, alega que as rodoviárias registraram, desde o começo da manhã, número insuficiente de vans e micro-ônibus do transporte complementar intermunicipal com esperas superiores a uma hora e denúncias de cobrança de passagem a eleitores, o que exigiu a intervenção do Ministério Público estadual. No Estado de Pernambuco, os leitores relataram dificuldades para obter a gratuidade no transporte intermunicipal. O Relatório Especial DX registra também relato de motorista que dificultou o acesso de eleitor ao ônibus. Em Roraima, empresas contratadas recusaram-se a executar as rotas eleitorais com os veículos indicados pelo Governo Estadual, o que impediu o deslocamento de eleitores indígenas até os locais de votação. No Piauí, na capital Teresina, houve denúncia de redução da frota de ônibus no dia da eleição, com acionamento da Justiça Eleitoral. Na Paraíba, na capital João Pessoa, eleitores relataram dificuldades para chegar aos locais de votação. Vídeos divulgados nas redes sociais mostram ônibus passando direto pelos pontos de embarque na Zona Sul, com longas esperas e redução da oferta de veículos, apesar da gratuidade do serviço. O Relatório Especial DX reúne publicações de eleitores da capital que denunciam a falta de ônibus no segundo No Pará, segundo o Relatório Especial DX, há denúncias de dificuldade de transporte em Marajó. No Rio de Janeiro, há relatos de redução da frota de ônibus em Petrópolis. Em São Gonçalo, publicações relatam filas nos pontos de ônibus e pouca circulação da frota (Relatório Especial DX). Por fim, na Bahia, o pedido foi feito após vir à tona que a frota de ônibus na capital baiana foi reduzida pela metade. O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) determinou a prisão do secretário municipal de Mobilidade de Salvador, Pablo Souza, e que 100% da frota seja colocada em circulação.

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