A Grendene divulgou, em comunicado junto ao balanço, que registrou lucro líquido de R$ 121,7 milhões no terceiro trimestre de 2026, representando queda anual de 12,1 %. As receitas totais foram de R$ 742,1 milhões, recuo anual de 2,4 %. O volume comercializado totalizou 35,8 milhões de pares, retração de 1,5 %, e a receita bruta por par foi de R$ 26,59, redução de 5,7 %. No mercado interno a companhia vendeu 30 milhões de pares, crescimento de 3,6 % em relação ao mesmo trimestre de 2025, com receita bruta doméstica de R$ 757,2 milhões, queda de 1,8 %. No mercado externo o volume exportado foi de 5,8 milhões de pares, retração de 21,6 % anual, e a receita bruta em reais de R$ 193,8 milhões, redução de 23,4 %. O EBITDA foi de R$ 86,9 milhões, queda de 13,4 % em um ano, e o resultado financeiro líquido ficou positivo em R$ 70,7 milhões, queda de 21,8 % ao ano. Ao final de setembro a companhia possuía caixa líquido de R$ 1,26 bilhão, em contraste com R$ 1,5 bilhão em 30 de junho. O conselho de administração aprovou um programa de recompra de até 5 milhões de ações ordinárias, correspondentes a 2,17 % do total em circulação, com vigência de 364 dias, encerrando em 4 de novembro de 2027.
A decisão de manter ou alterar a política de recompra de ações, além da evolução das condições macroeconômicas brasileiras—especialmente a trajetória dos juros e da inflação—definirão se a Grendene conseguirá reverter a tendência de queda de lucro no próximo trimestre.
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