O presidente do Irã, Pezeshkian, declarou na Assembleia Geral da ONU em Nova York que o país "nunca se curvará" às ameaças dos EUA, um dia após Donald Trump afirmar que poderia "aniquilar" o Irã. Este aumento na retórica inflamada entre Irã e EUA eleva o prêmio de risco geopolítico no Golfo Pérsico, uma região crítica para o fornecimento global de petróleo, e intensifica a percepção de instabilidade. Historicamente, a Crise do Petróleo de 1973, embora de natureza diferente, demonstrou como a escalada retórica entre potências pode levar a picos de volatilidade e busca por segurança em ativos como ouro, que subiu mais de 70% no período. O próximo gatilho a monitorar será qualquer declaração subsequente de autoridades americanas ou iranianas, ou movimentos militares na região do Estreito de Ormuz. No médio prazo, a persistência de um tom beligerante pode manter os mercados voláteis, com o petróleo negociando em um patamar mais elevado e o ouro funcionando como hedge contra a incerteza geopolítica.
Nas próximas 2-4 semanas, espera-se que o Brent teste a resistência de $100-105/barril, enquanto o ouro pode buscar $4350-4400. Um incidente no Estreito de Ormuz seria o principal gatilho para uma disparada mais acentuada, com o DXY potencialmente testando 102.50-103.00.
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