A inflação atacadista do Japão (PPI) registrou 7,2%, um recuo em relação aos 7,3% revisados de junho e abaixo da expectativa de 7,4% dos economistas, conforme pesquisa da Reuters. A desaceleração do PPI indica uma possível diminuição nas pressões de custo de insumos para as empresas, o que pode aliviar a necessidade de repassar aumentos para os preços ao consumidor e, consequentemente, para a inflação geral. Este cenário tende a pressionar o iene (JPY) para baixo, enquanto ETFs como EWJ podem ver suporte, e empresas japonesas dependentes de importação de insumos, como 7203.T (Toyota), podem se beneficiar. Indiretamente, um JPY mais fraco e uma economia japonesa com inflação de custos controlada podem impactar a demanda por commodities, se a demanda global por produtos japoneses aumentar. O Banco do Japão (BoJ) pode interpretar este dado como um sinal de que as pressões inflacionárias estão sob controle, reduzindo a urgência para um ajuste mais agressivo na sua política monetária ultra-frouxa. Em 2014, uma desaceleração similar do PPI japonês após o aumento do imposto sobre vendas levou o BoJ a manter sua política expansionista, resultando em um JPY mais fraco no curto prazo. O próximo relatório de inflação ao consumidor (CPI) do Japão e a decisão de política monetária do BoJ serão cruciais para confirmar a tendência de desinflação e direcionar os mercados. No médio prazo, se o PPI continuar desacelerando, o BoJ terá mais espaço para manter sua política atual, sustentando um ambiente de taxas de juros baixas, o que favoreceria ações e desfavoreceria o JPY.
Nas próximas 2-4 semanas, espera-se que o JPY continue sob pressão de baixa, negociando possivelmente acima de 150 contra o USD, enquanto o EWJ ($772.49 hoje) pode testar a resistência de $780 se a expectativa de política dovish do BoJ se mantiver. O principal gatilho será a próxima decisão do BoJ.
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