Max Kettner, estrategista-chefe de multiativos do HSBC, declarou que adotaria uma postura 'long anything' (comprado em tudo) se o preço do petróleo caísse para US$ 80, destacando a íntima correlação entre os rendimentos dos títulos e os preços do petróleo. Uma descompressão nos preços do petróleo aliviaria as pressões inflacionárias, permitindo que os bancos centrais suavizassem a política monetária e resultando em menores custos de capital. Historicamente, a queda do petróleo de ~$100 para ~$40 em 2014-2015 impulsionou o consumo e a tecnologia, mostrando o potencial de estímulo. O próximo gatilho a monitorar é o relatório de empregos (NFP) dos EUA em 2 de outubro de 2026, que pode recalibrar as expectativas de inflação e, por consequência, a trajetória do petróleo e dos juros. No médio prazo, a sustentação do petróleo abaixo de US$ 85-90 por barril é vital para a validação dessa tese de 'tudo em alta'.
Nas próximas 4-6 semanas, o foco estará na sustentabilidade dos preços do petróleo e nos dados de inflação e emprego, especialmente o NFP de 2 de outubro. Se o petróleo (Brent) romper e se mantiver abaixo de US$ 85, um cenário de 'tudo em alta' começaria a se materializar, com o QQQ e ações de tecnologia ganhando tração. Acima de US$ 95, a tese de Kettner permaneceria um cenário futuro, mantendo a pressão sobre os mercados de dívida e as ações de crescimento.
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