A doação de ativos não monetários apreciados, incluindo ações e participações de IPO, permite aos investidores evitar o imposto sobre ganhos de capital que incidiria sobre a venda desses ativos. Esta estratégia fiscal aumenta o impacto da doação, pois o valor total do ativo, sem a dedução do imposto, é transferido para a instituição de caridade, enquanto o doador pode deduzir o valor justo de mercado da doação. Embora a notícia seja focada nos EUA, o conceito de otimização fiscal via doações também é relevante no Brasil, onde existem mecanismos de incentivo fiscal para filantropia. Historicamente, períodos de reformas tributárias, como o Tax Cuts and Jobs Act de 2017 nos EUA, incentivaram a reavaliação dessas abordagens para maximizar benefícios. O próximo gatilho para a consideração dessa estratégia é o planejamento fiscal de final de ano, antes do fechamento do exercício. No horizonte de médio prazo, essa tática se integra a um planejamento de patrimônio mais amplo, visando a transferência eficiente de riqueza e a minimização de passivos fiscais.
Nos próximos 6 a 12 meses, espera-se que investidores e seus consultores financeiros continuem a integrar a doação de ativos apreciados em seu planejamento tributário anual, especialmente no final do ano fiscal. Potenciais gatilhos incluem discussões sobre novas reformas fiscais ou mudanças nas taxas de imposto sobre ganhos de capital, que poderiam acelerar a adoção dessa abordagem.
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