O número de empresas brasileiras que convertem sua recuperação extrajudicial para judicial tem crescido, sinalizando que a reestruturação inicial não foi suficiente para garantir a viabilidade operacional. Casas Bahia (BHIA3) e Unigel (UNIG6) estão entre os casos notáveis, refletindo um cenário de persistentes juros altos no Brasil que dificulta a rolagem e o serviço da dívida. Este movimento eleva o prêmio de risco sobre o crédito corporativo, pressionando a liquidez para empresas endividadas e aumentando a percepção de inadimplência para credores. Historicamente, períodos de juros elevados e crescimento econômico fraco, como o observado no Brasil em 2015-2016, resultaram em ondas de pedidos de recuperação judicial. O próximo gatilho a monitorar é a trajetória da Selic e os dados de crescimento do PIB no segundo semestre de 2026, que determinarão a capacidade de pagamento das empresas. No médio prazo, se a taxa de juros não recuar significativamente, a tendência de conversões judiciais deve persistir, elevando o risco sistêmico para o mercado de crédito doméstico.
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