O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou uma alta de apenas 0,07% em julho, uma desaceleração notável em relação aos 0,16% de junho, conforme divulgado pelo IBGE. No acumulado dos últimos 12 meses, a inflação atingiu 4,44%, permanecendo dentro do intervalo da meta estabelecida pela autoridade monetária. Essa desaceleração inflacionária é um sinal robusto de controle de preços, que tende a aliviar a pressão sobre o Banco Central para manter juros elevados. Consequentemente, ativos domésticos como MGLU3, CYRE3 e HGLG11 devem se beneficiar de um ambiente de menor custo de capital e maior poder de compra. Para o investidor brasileiro, a expectativa é de continuidade de cortes na taxa Selic, o que impulsiona o valuation de empresas ligadas ao consumo interno e o setor imobiliário, enquanto o Real brasileiro pode se fortalecer frente ao Dólar. Historicamente, períodos de inflação controlada e desaceleração, como visto em 2017-2018, precederam ciclos de flexibilização monetária que resultaram em valorização expressiva do mercado de ações. Os próximos dados de inflação e as decisões do Comitê de Política Monetária (Copom) serão cruciais para confirmar essa tendência, com o horizonte de médio prazo apontando para um ambiente econômico mais favorável ao crescimento.
Nas próximas 2-4 semanas, o mercado deve precificar uma maior probabilidade de cortes na Selic, impulsionando ações de consumo e construção. O Real pode testar níveis de 5.05-5.00. O principal gatilho de aceleração será a próxima reunião do Copom, com a expectativa de cortes de 50-75bps. No médio prazo (3-6 meses), se a inflação permanecer controlada, o cenário de juros mais baixos pode sustentar um ambiente favorável para o equity doméstico, com o IBOV buscando novos patamares.
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