O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) André Mendonça será o relator do pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que autoriza a abertura de sigilos bancário, fiscal e telefônico seus e de seus familiares, desde que o seu adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL), faça o mesmo. Segundo o sistema da corte eleitoral, a distribuição da petição cível foi feita por meio de sorteio. Há ainda um outro pedido que a campanha de Lula apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF), solicitando o mesmo, mas que ainda não teve um relator designado. O petista falou pela primeira vez da abertura de sigilos durante o debate da Band, no domingo (18). Na ocasião, ele e Flávio tiveram um confronto sobre acusações de corrupção. No pedido protocolado no TSE, o presidente Lula solicita que as informações sejam tornadas públicas no sistema “DivulgaCand”, onde é possível consultar informações sobre candidaturas. Também pede que seja determinada a abertura de sigilo da empresa do advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio que é investigado por suspeita de participar do esquema de fraudes contra aposentados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Lula listou uma série de empresas relacionadas a Flávio, incluindo a Alcazar Holdings, situada na Ilha da Madeira, em Portual e que tem como sócio Tomaz. A Polícia Federal (PF) identificou na investigação da Operação Sem Desconto, sobre os descontos indevidos dos aposentados, que o senador seria "usuário master" da conta utilizada pela empresa. A informação consta de e-mails do escritório de Tomaz. Quando a informação veio à público, Flávio e Tomaz negaram que o candidato do PL fosse responsável por gerir as contas da companhia. O petista também afirmou que abriria os sigilos de sua esposa, Rosângela Lula da Silva, e de seus filhos, caso Flávio fizesse o mesmo em relação a seus irmãos, pai, esposa e mãe.
CryptoAlerta — análise de criptomoedas e mercado em tempo real