PMI Composto da zona do euro desacelera para 51,9 em outubro

A atividade econômica da zona do euro registrou crescimento em outubro, mas em um ritmo mais lento em comparação com setembro, conforme revelam as prévias dos índices de gerentes de compras (PMI). O PMI Composto recuou para 51,9, vindo de 53,1, alcançando o menor patamar em quatro meses, embora ainda sinalize expansão por permanecer acima da marca de 50 pontos. O PMI de Serviços desacelerou de 53,0 para 51,7, e o PMI Industrial caiu de 52,9 para 52,4, marcando uma mínima de três meses. Da mesma forma, o índice de produção industrial diminuiu de 53,6 para 52,4, o menor nível em quatro meses. O relatório destaca que, apesar de a produção e os novos pedidos terem avançado pelo quarto mês consecutivo, a intensidade foi menor devido ao arrefecimento da demanda e ao impacto de custos operacionais e juros mais altos. O emprego na região manteve-se praticamente estável, com as empresas menos propensas a expandir quadros. Paralelamente, a inflação de custos intensificou-se, sobretudo na indústria, impulsionada por preços de energia, combustíveis e transporte, embora o repasse desses custos aos preços finais tenha desacelerado. O sentimento empresarial também se deteriorou, atingindo a mínima de cinco meses, em resposta à desaceleração da atividade e ao aumento das pressões inflacionárias.

Análise

O desfecho da desaceleração na zona do euro dependerá da evolução da demanda e da inflação de custos nos próximos meses. Será crucial acompanhar a decisão de juros do FOMC em 2026-10-28, o relatório de emprego dos EUA em 2026-11-06 e a inflação ao consumidor dos EUA (CPI) em 2026-11-10, pois esses dados globais influenciarão as condições monetárias e a demanda externa pela produção europeia.

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