Hester Peirce e Paul Atkins, líderes da SEC, afirmaram que os Estados Unidos estão progredindo em direção a um arcabouço regulatório mais definido para criptoativos e mercados de capitais mais livres. Peirce antecipa a aprovação da Lei de Clareza (Clarity Act) ainda neste verão, enquanto Atkins reiterou a visão da administração Trump de posicionar os EUA como o principal hub global de cripto. A clareza regulatória deve diminuir o prêmio de risco associado aos ativos digitais, incentivando a entrada de capital institucional antes hesitante. Isso pode catalisar um aumento da demanda e da liquidez para criptomoedas como BTC e ETH, bem como para empresas de infraestrutura como Coinbase. Para o investidor brasileiro, a maior adoção institucional global pode impulsionar ETFs de cripto locais como HASH11 e fortalecer a narrativa de ativos dolarizados. Historicamente, a aprovação de ETFs spot de Bitcoin em janeiro de 2024 gerou inflows de US$12 bilhões no primeiro trimestre, impulsionando o BTC acima de US$70.000. O principal gatilho a monitorar é a efetiva aprovação e detalhes da Clarity Act nos próximos meses, que pode redefinir o cenário de médio prazo para o setor.
Nas próximas 4-8 semanas, o mercado cripto deve precificar a expectativa da aprovação da Clarity Act. Se houver progresso legislativo concreto, BTC ($70.000 hoje) pode testar a resistência em $75.000-78.000. O gatilho primário será qualquer anúncio oficial ou vazamento sobre o avanço da legislação no Congresso. Um cenário de aprovação pode levar a um rally sustentado no terceiro trimestre de 2026, com foco em ativos com maior segurança jurídica e infraestrutura regulada.
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