PBOC Aumenta Compras de Ouro, Maior Sequência Desde 2015

O Banco Central da China (PBOC) aumentou suas compras de ouro em junho, estendendo a mais longa sequência de aquisições desde 2015 e reforçando seu compromisso com a diversificação de reservas. Esta ação reflete uma estratégia de redução da dependência do dólar e aumento da alocação em ativos de refúgio, mesmo com a volatilidade do ouro. Isso impulsiona a demanda por ouro físico e ETFs como GLD, além de beneficiar mineradoras como NEM e GOLD, que veem suas cotações valorizarem. Para o investidor brasileiro, a desvalorização implícita do dólar (DXY) frente a moedas de reserva pode fortalecer o Real em um cenário de menor demanda por USD. A movimentação do PBOC pode incentivar outros bancos centrais de mercados emergentes a seguir a mesma estratégia, intensificando a tendência de des-dolarização global. Historicamente, períodos de aumento das reservas de ouro por bancos centrais, como a Rússia entre 2014 e 2019, antecederam valorizações significativas do metal, com o ouro subindo aproximadamente 70% nesse período. O próximo gatilho a monitorar é a divulgação dos relatórios de reservas de outros grandes bancos centrais, que podem sinalizar uma aceleração ou desaceleração dessa tendência. No médio prazo, a contínua diversificação das reservas por parte da China e de outras economias emergentes sugere um piso mais elevado para o preço do ouro e uma pressão estrutural sobre o status do dólar como principal moeda de reserva.

Análise

O PBOC deve manter a tendência de acumulação de ouro nos próximos trimestres, com a série de compras se estendendo por mais 6-12 meses. O preço do ouro ($4134.90 hoje) tem um forte suporte fundamental e pode testar a resistência de $4250-4300 no curto prazo, impulsionado por qualquer nova notícia sobre desaceleração do dólar ou instabilidade geopolítica. Uma eventual redução das taxas de juros globais também atuaria como gatilho de alta.

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