Produção recorde de refinarias dos EUA não compensa déficit global de diesel

O analista Andrey Polishchuk destacou que, apesar da produção recorde das refinarias dos EUA, o déficit global de diesel persiste. A escassez de diesel resulta da queda nas exportações dos três maiores fornecedores – Rússia, Estados Unidos e Arábia Saudita – reduzindo a oferta no mercado internacional. Essa contração eleva os spreads de refino (crack spreads), beneficiando refinarias que veem suas margens de diesel ampliadas. Para investidores brasileiros, o cenário pressiona o preço da gasolina e do diesel doméstico, impactando custos logísticos e a inflação de transporte. Bancos e fundos de commodities já aumentam posições longas em ações de refinaria, enquanto traders de energia reduzem exposição em transportadoras aéreas. Situação similar ocorreu em 2022, quando a guerra na Ucrânia reduziu as exportações russas de diesel, elevando os preços globais em cerca de 15%. O próximo gatilho será a publicação dos estoques globais de diesel pela EIA nas próximas semanas, que confirmarão a profundidade do déficit. No médio prazo, se o déficit persistir, espera‑se que as ações de refinaria continuem em alta, enquanto companhias aéreas enfrentem pressão de custos.

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