A Agência Internacional de Energia Atômica (IAEA) afirmou que o Irã mantém uma quantidade significativa de urânio enriquecido a 60% e que inspetores perderam acesso para verificar material e instalações nucleares danificadas. O Diretor-Geral da IAEA, Rafael Mariano Grossi, indicou que as inspeções poderiam ser retomadas rapidamente com vontade política para um novo acordo. A persistente capacidade nuclear iraniana e a falta de supervisão da IAEA elevam o risco geopolítico no Oriente Médio, ameaçando a segurança do fornecimento global de petróleo, especialmente via Estreito de Ormuz. Para o investidor brasileiro, a escalada de tensões pode resultar em maior volatilidade para o BRL, que tende a se depreciar em cenários de aversão a risco global. Tensões similares em 2019-2020, após a retirada dos EUA do acordo nuclear iraniano, levaram a ataques a instalações de petróleo sauditas e à interrupção temporária do fornecimento, causando picos de volatilidade no Brent. Os próximos gatilhos incluem quaisquer avanços ou retrocessos nas negociações para um novo acordo nuclear, declarações de autoridades iranianas ou da IAEA, e a reação de potências ocidentais às capacidades nucleares do Irã. No médio prazo (3-6 meses), a situação nuclear iraniana continuará sendo um fator de risco geopolítico, com o preço do petróleo e as ações de defesa reagindo a cada desenvolvimento. A falta de resolução prolongará a incerteza e manterá a pressão sobre os ativos de risco.
Nas próximas 2-4 semanas, o mercado deve permanecer volátil, com o preço do Brent testando a resistência de $100-102 se não houver sinais de desescalada. Ações de petróleo e defesa devem mostrar resiliência ou valorização, enquanto aéreas e logística enfrentarão pressão. O principal gatilho será a evolução das negociações diplomáticas e qualquer comunicado da IAEA ou de potências ocidentais sobre o programa iraniano. Se a situação se agravar, o Brent pode superar $105, e o BRL pode testar $5.25-5.30.
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