A intensificação dos ataques de drones em Kyiv, com interrupções no dia a dia e cancelamentos de eventos, aponta para uma escalada do conflito na Ucrânia, elevando a incerteza geopolítica. Esse cenário fortalece a demanda por ativos de defesa e impulsiona os preços de energia devido a preocupações com a oferta global, beneficiando empresas como XOM e PETR4. Em contrapartida, companhias aéreas como AZUL4 e indústrias europeias como VOW3.DE enfrentam aumento de custos operacionais e interrupções na cadeia de suprimentos. O Real brasileiro (USDBRL) tende a se depreciar em um ambiente de aversão a risco, buscando o dólar como porto seguro. Historicamente, conflitos como a Guerra do Golfo em 1990-1991 viram os preços do petróleo (WTI) saltarem ~135%, de US$17 para mais de US$40 o barril em poucos meses. O próximo gatilho a monitorar será a resposta diplomática e militar dos países ocidentais, que pode levar a novas sanções ou escalada. No médio prazo, se a situação persistir, o prêmio de risco geopolítico pode se consolidar, mantendo pressão sobre a inflação e impactando o crescimento global.
Nas próximas 2-4 semanas, espera-se que os preços do petróleo (Brent) testem a resistência de $100-105/barril, caso a escalada do conflito persista. O Real brasileiro pode se depreciar ainda mais, testando R$5.20-5.25. Um gatilho para reversão seria qualquer sinal concreto de desescalada ou negociação de paz, enquanto novos ataques ou sanções podem acelerar o movimento de alta das commodities e aversão a risco.
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