O Senado italiano deu aprovação final à legislação que permite o retorno da energia nuclear, após quase quatro décadas de proibição instaurada pelo desastre de Chernobyl. A votação na câmara alta foi de 81-51, com sete abstenções, marcando um passo significativo para a Premier Giorgia Meloni. A iniciativa busca fortalecer a segurança energética do país e auxiliar no cumprimento de suas metas climáticas. Embora a construção de novos reatores ainda esteja a anos de distância, a aprovação legislativa é um catalisador para investimentos no setor nuclear. Essa mudança política pode impulsionar empresas de mineração de urânio e de engenharia nuclear. Indiretamente, um maior uso de energia nuclear na Europa pode reduzir a dependência de combustíveis fósseis, aliviando pressões nos preços globais de gás e petróleo. A decisão italiana pode incentivar outros países europeus a reavaliar suas próprias políticas energéticas, dada a crescente preocupação com a independência energética e a descarbonização. Em 2022, o Japão reverteu sua política antinuclear pós-Fukushima, aprovando a extensão da vida útil de reatores e a construção de novos, visando reduzir as importações de energia em 20% e atingir a neutralidade de carbono. Nos próximos 12-24 meses, espera-se o desenvolvimento de planos de implementação e licitação de projetos, com os primeiros reatores operacionais em 10-15 anos.
Nos próximos 12-24 meses, espera-se que a Itália inicie os processos de seleção de locais e parceiros tecnológicos para os novos reatores, com foco em tecnologias modulares. O progresso regulatório e os primeiros grandes contratos serão gatilhos cruciais para o setor nuclear. A entrada em operação dos primeiros reatores, contudo, é um evento de longo prazo, com horizonte de 10-15 anos.
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