O mercado de inteligência artificial no Brasil está adotando as normas de IA responsável da União Europeia, enquanto o país aguarda a aprovação de um marco legal próprio. Essa adaptação é impulsionada pela percepção de que a legislação europeia é abrangente e facilmente aplicável à realidade brasileira, conforme afirmou Telma Luchetta da EY. Economicamente, a clareza regulatória pode impulsionar a eficiência e a produtividade, mas também implica em custos de compliance e redefine o cenário competitivo para empresas como TOTS3 e LWSA3. Para o investidor brasileiro, a harmonização com padrões globais pode reduzir o prêmio de risco associado à incerteza regulatória, favorecendo o investimento em tecnologia. O setor tecnológico já está se adaptando, o que pode levar a um movimento de consolidação e aprimoramento das práticas de IA. Historicamente, a implementação do GDPR na Europa em 2018 gerou desafios de compliance significativos, mas também um ambiente mais seguro para o consumidor e um impulso para empresas que investiram em privacidade. O próximo gatilho será a aprovação do marco legal brasileiro de IA, com expectativa de que siga a linha da UE, proporcionando um horizonte de médio prazo de maior segurança jurídica para o desenvolvimento e uso da tecnologia no país.
Nas próximas 6-12 meses, espera-se que o progresso na discussão do marco legal de IA no Brasil continue, com o setor tecnológico já implementando as melhores práticas da UE. O gatilho de aceleração para investimentos e reavaliação de múltiplos será a aprovação formal da legislação, que, se alinhada aos padrões globais, poderá impulsionar as ações de empresas de software e serviços no Brasil. Um cenário de aprovação até o final de 2027 pode levar TOTS3 a valorizar ~10-15% acima da média do mercado, conforme a clareza regulatória se solidifique e a demanda por soluções de compliance aumente.
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