O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) subiu 1,47% em outubro, depois de ter avançado 1,57% em setembro, segundo o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre). O resultado ficou abaixo da mediana de 1,60% das estimativas dos economistas ouvidos pelo VALOR DATA, e dentro do intervalo das projeções (1,39% a 1,75%). Em outubro de 2025, o IGP-M havia caído 0,36% e acumulava alta de 0,92% em 12 meses. Com o resultado de outubro, o índice acumula alta de 5,24% em 12 meses. Esse resultado ficou abaixo da mediana de 5,35% das estimativas dos analistas ouvidos pelo VALOR DATA, e dentro do intervalo das projeções (5,10% a 5,54%). Em 2026, o indicador tem alta acumulada de 4,97%. Na primeira prévia do mês, o indicador havia subido 0,58% e, na segunda, 1,59%. Em outubro, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) subiu 1,93%, ante taxa de 2,08% no mês anterior. Analisando os diferentes estágios de processamento, o grupo de Bens Finais subiu 1,16% em outubro, de 1,24% em setembro. O índice de Bens Finais (ex), que exclui os subgrupos de alimentos in natura e combustíveis para consumo, desacelerou de 0,80% em setembro para 0,69% em outubro. A taxa do grupo Bens Intermediários registrou alta de 1,05% em outubro, acelerando em relação ao mês anterior, quando havia registrado elevação de 0,81%. O índice de Bens Intermediários (ex), que exclui o subgrupo de combustíveis e lubrificantes para a produção, acelerou de 0,63% em setembro para 0,87% em outubro. Por fim, o estágio das Matérias-Primas Brutas aumentou 3,09% em outubro, de 3,61% no mês anterior. “A menor variação do IPA decorreu da desaceleração dos produtos agropecuários, que avançaram 1,29%, ante 3,07% em setembro. Os principais responsáveis por esse movimento foram os preços do milho, da soja, do tomate e da batata-inglesa”, destacou o economista do FGV Ibre Matheus Dias. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou alta de 0,45% em outubro, de 0,50% em setembro. Entre as oito classes de despesa que compõem o índice, quatro apresentaram recuo: Habitação (1,82% para 0,18%), Despesas Diversas (1,15% para -0,01%), Comunicação (0,21% para 0,02%) e Saúde e Cuidados Pessoais (0,26% para 0,17%). Em contrapartida, quatro exibiram aumento: Educação, Leitura e Recreação (-1,22% para 0,95%), Alimentação (0,51% para 1,02%), Transportes (-0,08% para 0,33%) e Vestuário (0,22% para 0,40%). “O IPC desacelerou influenciado principalmente pela queda expressiva das tarifas de energia elétrica residencial”, declarou o economista. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) teve valorização de 0,35% em outubro, valor superior à taxa de 0,25% observada em setembro. Analisando os três grupos componentes do INCC, Materiais e Equipamentos teve alta de 0,17% para 0,41%; Serviços ampliou a alta de 0,15% para 0,31%; e o grupo Mão de Obra reduziu de 0,37% para 0,27%. Theo Marques/Valor
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