CVM voluntária em ESG pode fragmentar dados de sustentabilidade, diz Amec

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) decidiu que a apresentação de relatórios de sustentabilidade por companhias abertas será agora voluntária, conforme noticiado pelo Valor Econômico. Fábio Coelho, presidente da Associação de Investidores no Mercado de Capitais (Amec), criticou a medida durante painel no ESG Day do Ibracon. A voluntariedade implica que as empresas podem escolher não divulgar ou fazê-lo de forma inconsistente, dificultando a padronização e a comparação de dados ESG por investidores. Companhias abertas, especialmente aquelas que buscam capital de fundos com critérios de sustentabilidade, podem sentir a pressão da menor transparência. A falta de padronização dos dados ESG no mercado brasileiro pode levar a uma alocação de capital menos eficiente, com fundos globais de ESG potencialmente desviando investimentos para mercados com maior transparência. Historicamente, a falta de padronização em relatórios financeiros levou a cenários de baixa comparabilidade e maior risco percebido. O impacto real dependerá da adesão voluntária das companhias e de eventuais novas orientações regulatórias. O desfecho será definido pela taxa de adesão das empresas à divulgação voluntária, pela pressão de grandes investidores institucionais e pelo desenvolvimento de padrões de relatórios ESG por entidades do setor privado.

Análise

A adesão das companhias abertas à divulgação voluntária de relatórios de sustentabilidade será crucial para definir o desfecho, sendo monitorada nos próximos balanços e comunicados corporativos a partir do final de 2026.

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