CVM defende uso de IA na supervisão do mercado e busca mais recursos

Durante evento promovido pela Anbima, o presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Otto Lobo, defendeu a expansão do uso de inteligência artificial na fiscalização do mercado de capitais. Ele argumentou que a tecnologia é cada vez mais empregada em atividades irregulares, como tentativas de invasão de sistemas e o uso coordenado de 'enxames de agentes' de IA. Lobo ressaltou a urgência de a autarquia obter mais recursos para acompanhar essas transformações e processar o crescente volume de dados do mercado. A CVM já apresentou ao Ministério da Fazenda e ao Supremo Tribunal Federal (STF) a demanda por 1.200 novos funcionários nos próximos quatro anos. O presidente também abordou a tokenização de ativos, indicando que a CVM precisa ponderar os riscos e benefícios dessas novas tecnologias, mantendo os mecanismos de proteção ao investidor. Ele mencionou que informações preliminares sugerem que as novas estruturas de investimento em tokens não foram diretamente afetadas por ataques recentes, provavelmente referindo-se a incidentes com Binance e Mercado Bitcoin, embora a autarquia aguarde mais dados. Além disso, Lobo defendeu a rápida regulamentação dos mercados preditivos no Brasil, distinguindo-os de plataformas de apostas esportivas e citando a atuação da Commodity Futures Trading Commission (CFTC) nos EUA como modelo para ampliar o acesso a operações financeiras.

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