Ângelo José Mont'Alverne Duarte, chefe de gabinete do Diorf do Banco Central (BC), confirmou que a instituição acompanha a possibilidade de um Pix internacional, explorando diferentes abordagens. A interligação direta de sistemas de pagamento entre países é vista como a solução mais elegante, mas também a mais custosa, com a tecnologia não sendo o principal obstáculo. Este desenvolvimento sugere um futuro de maior eficiência e menor custo para remessas e pagamentos transfronteiriços, impactando diretamente o setor financeiro. Historicamente, a implementação do Pix no Brasil em 2020 demonstrou o poder de disrupção de um sistema de pagamento eficiente, transferindo volumes significativos de outras modalidades e pressionando margens. O próximo gatilho será a formalização de estudos ou a indicação de parcerias internacionais para pilotos, com um horizonte de médio prazo de 12 a 24 meses para progressos concretos. No cenário de médio prazo, a adoção e o modelo de interligação definirão os principais beneficiários e prejudicados.
Nos próximos 12-24 meses, espera-se que o BC continue a fase de estudos e discussões técnicas e regulatórias sobre o Pix internacional. A formalização de um piloto com um país parceiro ou a indicação clara do modelo de interligação adotado (direta, via blockchain, etc.) será o principal gatilho para uma reavaliação mais concreta do setor de pagamentos transfronteiriços e de seus players. A adoção massiva em 3-5 anos poderia redefinir o cenário de remessas.
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