Pluxee supera expectativas, mas reforma no vale-alimentação no Brasil deve derrubar lucro em 2027

A Pluxee divulgou nesta quinta-feira (29) resultados do ano fiscal de 2026 acima das expectativas de mercado, mas projetou uma retração no lucro diante das mudanças regulatórias do vale-refeição no Brasil, movimento que fez suas ações caírem 16,8% na Bolsa de Paris. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização recorrente da empresa francesa de benefícios corporativos somou 488 milhões de euros no exercício encerrado em agosto, superando a estimativa de 474 milhões de euros apontada no consenso compilado pela própria companhia. Para o ano fiscal de 2027, a Pluxee projeta um Ebitda recorrente de ao menos 440 milhões de euros, o que embute uma retração na comparação anual à medida que absorve os impactos da reforma do Programa de Alimentação do Trabalhador no Brasil. “Diante desse cenário, estamos atuando com determinação”, afirmou o diretor-presidente da Pluxee, Aurélien Sonet, em comunicado. A estimativa para o ano fiscal de 2027 ficou aquém das estimativas, avaliou o J.P. Morgan, acrescentando que a Pluxee não divulgou projeções para o crescimento da receita líquida, apesar de fazê-lo habitualmente. O Brasil, que continuou entregando expansão de dois dígitos em 2026, segue como um mercado prioritário para a empresa, respondendo por cerca de 30% da receita global do grupo. “A reeleição do presidente Lula traz clareza e estabilidade para os próximos anos”, afirmou Sonet a jornalistas, no momento em que a Pluxee assimila o impacto integral das mudanças regulatórias no país. No quarto trimestre fiscal, a receita operacional da companhia recuou 6,2% em base orgânica, queda menos acentuada do que a temida por analistas, registrando retração de 12,1% na América Latina. No acumulado de 12 meses, as vendas da companhia vieram amplamente em linha com o esperado pelo mercado. O grupo, que classificou 2027 como um “ano de transição”, afirmou que planeja elevar a distribuição de dividendos referente a 2026 em cerca de 70%, para 0,65 centavos de euro por ação, o que representa um aumento no percentual de distribuição para 40%, ante a meta anterior de pelo menos 25%. Divulgação/Pluxee

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