Estrategistas do JPMorgan Chase & Co., liderados por Matejka, publicaram uma nota recomendando que investidores comprem quaisquer quedas em ações, baseando-se em uma perspectiva robusta para os lucros corporativos. O mecanismo econômico por trás dessa recomendação é a crença de que o crescimento dos lucros das empresas pode superar o impacto negativo do aumento dos rendimentos dos títulos globais e das pressões inflacionárias, justificando valuations de ações. Para o investidor brasileiro, essa tese sugere que o Ibovespa, apesar de sua volatilidade, pode seguir o movimento global de alta impulsionado por resultados corporativos fortes. Um paralelo histórico pode ser observado em 2014, quando o mercado de ações americano continuou a subir impulsionado por lucros fortes, apesar do tapering do Fed e da elevação das taxas de juros de longo prazo. O próximo gatilho a monitorar será a decisão de juros do FOMC em 16 de setembro, que poderá testar a resiliência dos mercados de ações. No horizonte de médio prazo, a manutenção de um ambiente de lucros corporativos robustos é crucial para sustentar o rali atual, com foco na capacidade das empresas de repassar custos e manter margens.
O principal gatilho de curto prazo será a decisão do FOMC em 16 de setembro; um tom mais 'dovish' ou alinhado com as expectativas pode reforçar a tese, enquanto um tom 'hawkish' pode gerar uma correção mais profunda, testando a resiliência dos lucros.
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