Juros futuros recuaram significativamente do miolo da curva em diante, com desinclinação e baixa mais intensa nos contratos longos na manhã desta quinta-feira, impulsionados por um dólar fraco. Um dólar mais fraco tende a aliviar as pressões inflacionárias de bens importados, permitindo uma expectativa de juros mais baixos no futuro e beneficiando a precificação de ativos de maior duration. Este movimento tende a favorecer ETFs de renda fixa longa e FIIs de tijolo, além de ações de empresas endividadas e do varejo. Para o investidor brasileiro, a queda dos juros futuros e o dólar fraco podem sinalizar um ambiente mais benigno para o Ibovespa, mas a volatilidade externa permanece um risco. Em 2016, movimentos semelhantes de queda de juros futuros e dólar fraco precederam um período de valorização de 38% do Ibovespa, embora em um contexto macroeconômico distinto. A próxima reunião do Copom em 2026-09-17 será crucial para confirmar a trajetória da política monetária, com o Payroll dos EUA em 2026-09-04 também sendo um gatilho. No médio prazo, a sustentabilidade do dólar fraco e a ancoragem das expectativas inflacionárias serão determinantes para a continuidade da desinclinação da curva de juros.
Nas próximas 4-6 semanas, a continuidade da desinclinação da curva de juros dependerá do Payroll dos EUA (2026-09-04) e da decisão do Copom (2026-09-17). Se os dados confirmarem a tendência de desinflação global e local, ativos sensíveis a juros, como MGLU3 e CYRE3, podem ver valorização de 5-10% impulsionada pela perspectiva de menor custo de capital.
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