Laura Howenstine, da Wellington Management, gestora com impressionantes US$ 1,3 trilhão sob gestão, defende uma postura precavida nos mercados globais, mantendo uma alocação abaixo da média nos EUA. Essa estratégia reflete uma visão de valuations esticados e potenciais riscos macroeconômicos em economias desenvolvidas, levando a uma busca por oportunidades em mercados emergentes com fundamentos sólidos e potencial de crescimento defensivo. A decisão implica em potencial desinvestimento em ações de tecnologia e crescimento americanas (ex: AAPL, MSFT) e um fluxo de capital para ativos de infraestrutura e utilidades no Brasil, como a Sabesp (SBSP3). A compra da Sabesp por uma gestora estrangeira de grande porte sinaliza um prêmio de risco reduzido para o Brasil e pode atrair outros investidores internacionais para o setor de saneamento e infraestrutura. Historicamente, após períodos de alta volatilidade em mercados centrais, como a crise de 2008, houve uma rotação significativa de capital para mercados emergentes, com o Brasil recebendo fluxos que impulsionaram o Ibovespa em cerca de 80% entre 2009 e 2010. A próxima divulgação de resultados da Sabesp e a agenda de privatização do saneamento no Brasil serão catalisadores importantes a monitorar. No médio prazo (6-12 meses), a tese de investimento em setores defensivos de mercados emergentes, como saneamento, pode ganhar força caso os riscos globais se materializem ou o dólar continue fraco.
Nas próximas 4-8 semanas, espera-se que SBSP3 (R$71.30 hoje) continue a atrair interesse, podendo testar R$75-80, impulsionada por notícias sobre a privatização e o fluxo de capital estrangeiro. Um corte de juros pelo Banco Central brasileiro ou avanço regulatório na privatização seriam catalisadores adicionais. No médio prazo, o cenário macro global ditará a força da rotação para emergentes.
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