Seguro cobre apenas 9% das perdas climáticas no Brasil

O relatório da Susep revelou que apenas 9% dos prejuízos causados por eventos climáticos são atendidos por seguros, destacando disparidades regionais marcantes. A proposta de tornar a cobertura climática obrigatória cria um novo segmento de demanda, ampliando o volume de prêmios e forçando as seguradoras a ajustar reservas e preços. Para investidores brasileiros, a mudança indica potencial de valorização das ações de seguradoras, mas exige atenção ao risco de perdas maiores em eventos extremos. Reguladores e associações do setor já sinalizam apoio à proposta, enquanto a indústria de reasseguramento acompanha de perto o impacto nas coberturas. Historicamente, a imposição de seguros obrigatórios em outros ramos (ex.: seguro de automóvel em 2015) elevou receitas das seguradoras em cerca de 7% no primeiro ano. O próximo passo será a aprovação legislativa, prevista para o final de 2026, que definirá os parâmetros de cobertura. No médio prazo, espera‑se que o mercado de seguros climáticos cresça 15‑20% ao ano, impulsionando lucros e atraindo capital de investidores focados em ESG.

Análise

Se a lei for sancionada até Q4 2026, espera‑se que BBSE3, PSSA3 e IRBR3 registrem aumento de 5‑8% nos prêmios nos próximos 12‑18 meses, com volatilidade moderada devido à exposição a eventos extremos.

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