Ainda sob o forte estresse da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o Ibovespa ampliou as perdas pela terceira sessão seguida nesta quarta-feira, acumulando uma queda de quase 17% na semana. Além da reprecificação provocada pelo resultado eleitoral, rumores sobre nomeações para órgãos como o Banco Central e o Tribunal de Contas da União (TCU), assim como ruídos em torno do potencial inflacionário da reforma tributária, pesaram sobre os humores dos agentes financeiros no pregão de hoje. O movimento foi intensificado ainda pela queda em bloco de bancos, que lideraram as perdas entre as blue chips nesta quarta-feira, após terem acumulado ganhos expressivos antes do segundo turno. Assim, após oscilar entre os 170.162 pontos e os 175.711 pontos, o Ibovespa encerrou em queda de 2,68%, aos 171.006 pontos. Entre os papéis mais líquidos, as PN do Bradesco responderam pela maior queda, 6,68%. As units do Santander também recuaram, 5,88%, após serem duplamente afetadas por um balanço considerado mais fraco por analistas e pela maior aversão a risco no mercado local. O dia também foi de perdas para as ON da Vale, que cederam 2,57%, e para as PN da Petrobras, que exibiram baixa de 0,53%. O volume financeiro negociado no Ibovespa foi de R$ 41,8 bilhões e de R$ 59,5 bilhões na B3. Já em Wall Street, o Nasdaq subiu 0,27%; o S&P 500 avançou 0,28%; e o Dow Jones ganhou 0,19%, após a decisão do Federal Reserve (Fed, banco central americano) de manter as taxas de juros entre 3,75% e 4%.
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