Queda da Poupança Pressiona Funding Imobiliário, Afirma Bradesco

O Bradesco alerta que a perda de força da poupança como fonte de recursos está elevando o custo de funding para o crédito imobiliário no Brasil. Essa diminuição da captação via poupança obriga os bancos a buscar alternativas de financiamento no mercado, como CRIs e LCIs, que geralmente possuem custos mais elevados. Isso tende a impactar negativamente as margens dos bancos com carteiras imobiliárias robustas e reduzir a oferta de crédito para construtoras e compradores. O cenário tende a elevar o custo do crédito para o consumidor final e para as empresas do setor imobiliário, como MRVE3 e CYRE3, além de FIIs de tijolo. Historicamente, em períodos de funding mais caro, como em 2015-2016, o setor imobiliário brasileiro viu uma desaceleração significativa, com queda de vendas e lançamentos de até 20%. O próximo gatilho a monitorar será a divulgação dos resultados trimestrais dos grandes bancos, especialmente os com grande carteira imobiliária, para avaliar o custo de funding e a provisão para perdas. No médio prazo, a persistência de juros elevados ou a falta de alternativas de funding acessíveis pode frear o crescimento do setor e impactar a rentabilidade dos bancos.

Análise

Nas próximas 4-8 semanas, espera-se que os custos de funding para o crédito imobiliário continuem a subir, impactando negativamente os balanços dos grandes bancos e as projeções de vendas das construtoras. O cenário pode se agravar se os dados de captação da poupança continuarem fracos e o Copom mantiver a Selic em patamar elevado.

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