Juros do Tesouro disparam após PMI forte nos EUA

O rendimento do título do Tesouro americano de 10 anos saltou ao maior nível desde 2007, impulsionado por um Índice de Gerentes de Compras (PMI) mais forte que o esperado nos EUA. A elevação das taxas de juros americanas aumenta o custo de capital global, tornando ativos de renda fixa mais atrativos em relação a ativos de risco e elevando a taxa de desconto para valoração de empresas. Os juros do Tesouro Direto brasileiro, incluindo o IPCA+, acompanham a tendência de alta global, encarecendo o crédito e afetando o consumo doméstico. Em 2006-2007, antes da crise financeira, a escalada dos juros nos EUA também precedeu uma desaceleração econômica, impactando globalmente valuations de empresas de alto crescimento. Os próximos dados de inflação (CPI) e emprego (Payroll) nos EUA serão cruciais para determinar a continuidade dessa tendência e a postura do Federal Reserve. No médio prazo, a persistência de juros altos pode levar a uma rotação de capital de equities para renda fixa e impactar o crescimento de economias emergentes como o Brasil.

Análise

Nas próximas 2-4 semanas, a expectativa é de continuidade da pressão de alta nos rendimentos globais, com o US 10Y testando novos picos e o Tesouro Direto brasileiro seguindo. O principal gatilho de reversão seria uma leitura de CPI abaixo do esperado nos EUA, o que atualmente é uma baixa probabilidade.

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