Operadores de mercado reduziram a probabilidade de um aumento de juros pelo Federal Reserve em julho para menos de 20%, conforme indicado após a divulgação de dados de emprego. Essa reavaliação sinaliza uma percepção de postura menos restritiva do Fed, impactando o custo de capital e o apetite por risco. Ativos de crescimento como NVDA e ETFs como QQQ tendem a se beneficiar, enquanto o dólar (DXY) e bancos como JPM podem sofrer pressão. Para o Brasil, a potencial desvalorização do dólar e o aumento do fluxo para mercados emergentes podem impulsionar o EWZ e o IBOV. Historicamente, em 2021, o mercado subestimou a persistência da inflação e a determinação do Fed, levando a uma série agressiva de aumentos de juros que surpreenderam os investidores. O próximo relatório de inflação (CPI) e as comunicações do Fed serão cruciais para confirmar ou refutar essa expectativa. No médio prazo, se a inflação persistir, o mercado pode ser forçado a reprificar, revertendo o otimismo atual e elevando a volatilidade.
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