O Bitcoin (BTC) registrou uma queda abaixo de US$83.000 no início da semana, aprofundando o recuo observado na semana anterior, com o movimento sendo atribuído a uma onda de vendas nos mercados asiáticos. Este declínio ocorreu em um contexto macroeconômico de alta nos preços do petróleo e nos rendimentos dos títulos do Tesouro, sugerindo uma preferência por ativos de menor risco e proteção contra inflação. Investidores brasileiros podem sentir o impacto indiretamente através do aumento da aversão ao risco global e uma potencial valorização do dólar frente ao real. Um paralelo histórico pode ser traçado com a correção de cripto de maio de 2021, quando preocupações regulatórias e macroeconômicas na Ásia levaram a quedas superiores a 50% no BTC. O próximo gatilho relevante a ser monitorado é a divulgação do payroll (NFP) dos EUA em 2 de outubro, que pode influenciar as expectativas de juros e o sentimento de risco. No médio prazo, a persistência de yields elevados e a fraqueza da demanda asiática podem limitar a recuperação do Bitcoin, mantendo a volatilidade elevada.
Nas próximas 1-2 semanas, o Bitcoin ($83.000 hoje) deve permanecer sob pressão, com o suporte crítico em US$82.000-81.500. A persistência das vendas asiáticas e a alta dos rendimentos dos Treasuries sinalizam um cenário de maior aversão a risco. O principal gatilho para uma reversão ou aceleração da queda será o relatório de empregos (NFP) dos EUA em 2 de outubro. Se os dados forem fortes, reforçando a postura hawkish do Fed, o BTC pode testar US$78.000. Se os dados forem fracos, pode haver um alívio temporário, mas a recuperação para US$85.000 exigirá um fluxo de capital mais robusto para ativos de risco.
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