Amaury Pekelman, presidente da União Nacional do Etanol de Milho (Unem), destacou em entrevista ao Money Minds que a expansão do etanol de milho não compete, mas complementa a cadeia da cana-de-açúcar no Brasil. Segundo Pekelman, essa integração resolve o problema histórico da volatilidade na oferta de etanol durante a entressafra da cana, garantindo estabilidade no fornecimento anual. O modelo de usinas flex, que operam com cana na safra e milho fora dela, permite a produção contínua e otimiza o uso de bagaço e biomassa da cana para geração de energia. A Unem também acompanha o potencial de outras matérias-primas para o etanol de cereais, como sorgo, já estudado por empresas associadas, e trigo, com projetos emergentes no Sul do país, como o da Be8 no Rio Grande do Sul. A canola é outra alternativa mencionada, particularmente no Rio Grande do Sul, e é vista como um catalisador para a 3tentos (TTEN3).
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