A EQI Research manteve sua carteira recomendada de ações sem alterações para setembro de 2026, preservando a composição de 13 ações de agosto. Esta decisão, divulgada em seu relatório mensal, ocorre em um contexto de piora recente no fluxo de capital estrangeiro para o Brasil. A manutenção da estratégia sugere uma convicção em ações de valor ou defensivas no mercado brasileiro, potencialmente beneficiando segmentos com menor volatilidade e bom histórico de dividendos. Para o investidor brasileiro, esta postura da EQI pode indicar uma preferência por estabilidade em BRL e foco em fundamentos, em vez de reagir a flutuações de curto prazo que afetam o IBOV. Historicamente, períodos de saída de capital estrangeiro, como visto em 2020, levaram a uma reavaliação de ativos domésticos por parte de gestores locais, focando em empresas mais resilientes. Os próximos dados de payroll dos EUA em 4 de setembro e as decisões de juros do FOMC em 16 de setembro e do Copom em 17 de setembro serão gatilhos cruciais para o horizonte de médio prazo. Um cenário de desaceleração global poderia validar a aposta em estabilidade, enquanto uma recuperação súbita poderia expor a carteira a perdas relativas.
Nas próximas 4-6 semanas, a carteira da EQI provavelmente manterá sua estabilidade, mas seu desempenho será fortemente influenciado pelos dados de payroll dos EUA (4 de setembro) e pelas decisões de juros do FOMC (16 de setembro) e do Copom (17 de setembro). Se houver sinais de desaceleração da inflação global ou cortes de juros, a tese de estabilidade pode ser validada. Contudo, a persistência de fluxo de capital negativo no Brasil pode continuar a pressionar as ações, exigindo uma reavaliação da agilidade do portfólio.
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