UE demanda milhões de toneladas de sucata extra para elevar produção de aço

A União Europeia planeja impulsionar sua produção de aço bruto em 12-13% até 2027, conforme análise de um think tank de Kyiv. Essa necessidade surge para contrabalançar a redução das importações, que é resultado das salvaguardas comerciais existentes e do recém-implementado Mecanismo de Ajuste de Carbono na Fronteira (CBAM). Para atingir essa meta, a região exigirá um volume adicional de 8 a 11 milhões de toneladas métricas de sucata de aço até o final da década, um insumo crítico para a operação de novos fornos elétricos a arco (EAFs). Siderúrgicas brasileiras como USIM5 e GGBR4, com capacidade de produção via EAF ou forte atuação em reciclagem, podem se beneficiar da valorização da sucata e do rearranjo da oferta global. Um paralelo histórico pode ser traçado com a década de 1970, quando crises energéticas levaram a um aumento significativo no uso de sucata para eficiência industrial. O monitoramento dos próximos relatórios da Comissão Europeia sobre o CBAM e as estatísticas de produção da Eurostat será crucial para avaliar a demanda por sucata. No médio prazo, espera-se uma reconfiguração da cadeia de suprimentos de aço da UE, com maior integração vertical e foco em tecnologias de reciclagem.

Análise

O que define o desfecho é a capacidade da UE de assegurar o suprimento de sucata e a agilidade na instalação de novos fornos EAF, com os próximos dados de produção industrial e relatórios de importação da Eurostat, a serem divulgados trimestralmente, fornecendo clareza.

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