O dólar iniciou o pregão de sexta-feira (26) em alta, mas reverteu para queda ao longo da manhã, refletindo a antecipação de leilões de câmbio pelo Banco Central do Brasil. A expectativa de atuação da autoridade monetária busca fornecer liquidez e conter a valorização da divisa americana no mercado local. Este movimento cambial afeta diretamente exportadores, que veem suas receitas em reais diminuírem, e beneficia importadores e empresas com custos dolarizados. Historicamente, o BC já interveio em momentos de alta volatilidade, como em março de 2020, vendendo US$10 bilhões para estabilizar o real. O próximo gatilho será a confirmação e o detalhamento dos leilões, com o horizonte de médio prazo ditado pela continuidade das ações do BC e o fluxo de capitais.
Nas próximas 24-48 horas, a expectativa de leilões do BC deve manter o dólar no patamar de R$5,10-R$5,20, com viés de baixa se a intervenção for concretizada. No médio prazo (1-2 semanas), a efetividade e a continuidade das ações do BC, somadas ao fluxo de capitais e ao cenário macro global, determinarão a sustentação do Real. Se o Real se fortalecer, exportadoras como VALE3 (R$78.15 hoje) podem sofrer desvalorização de 3-5%, enquanto importadoras como MGLU3 (R$2.50 hoje) podem ter ganhos similares.
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